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Cris Cyborg ressalta ter mais respeito no Bellator, e ainda quer revanche com Amanda Nunes

Campeã peso-pena enfrenta a australiana Arlene Blencowe nesta quinta, quando fará primeira defesa no Bellator, e destaca volta às origens em camp com Rafael Cordeiro na Kings MMA

14/10/2020 14h31
Por: Redação Fonte: Globo Esporte
Cris Cyborg enfrentará Arlene Blencowe nesta próxima quinta-feira — Foto: Reprodução / Instagram
Cris Cyborg enfrentará Arlene Blencowe nesta próxima quinta-feira — Foto: Reprodução / Instagram

Cris Cyborg está no Bellator desde setembro de 2019, quando assinou com a organização californiana após deixar o UFC depois de uma relação bastante conturbada. Hoje, aos 35 anos, ela já é dona do cinturão peso-pena (até 66kg) do evento e, nesta próxima quinta-feira, no Bellator 249, em Connecticut, o defenderá pela primeira vez. Antes de enfrentar a australiana Arlene Blencowe, ela conversou com o Combate e garantiu que vive um momento mais tranquilo, e se diz mais bem tratada no Bellator.

- Acredito que (aqui) tem mais respeito aos atletas. O Scott Coker (presidente do evento) trata todos os atletas igualmente, não o vejo brigando pela internet. Às vezes o atleta fala que não quer lutar agora, que está machucado, e ele (Dana White, presidente do UFC) ia lá e falava: “Está com medo...”. Acredito que muitas coisas ele joga na internet e a mídia joga com ele. Acredito que não tem isso aqui, é frente a frente, você vai dar sua palavra, você conversa, tem uma comunicação mais saudável entre o atleta e o promotor - afirmou a lutadora, que também já foi campeã do UFC, Invicta FC e Strikeforce.

Cyborg garantiu que a decisão de sair do UFC não passou pela questão financeira, mas pela forma de tratamento que passou a receber na nova casa. No entanto, afirmou que o dinheiro é maior no Bellator hoje.

- Fui sempre bem paga por eles (no UFC), tive várias lutas boas por lá, mas não é só o dinheiro: o respeito vem em primeiro lugar, e estar feliz onde você está. E financeiramente o Bellator estava pagando muito melhor do que o UFC tinha me oferecido. Independente do cinturão ou não, você continua ganhando da mesma forma aqui. Você ganhando ou não, acredito que as pessoas te seguem pela vida inteira, então estou muito feliz onde estou. Têm várias coisas ali (no Bellator), não só a luta, que me deixam muito feliz.

Mas, apesar de tudo isso, o UFC sempre está atrelado à sua carreira, principalmente tendo acontecido lá a maior derrota de sua carreira. Até enfrentar Amanda Nunes em dezembro de 2018, a curitibana tinha perdido apenas em sua estreia no MMA, e depois emplacado 20 vitórias seguidas. Só que a Leoa a nocauteou em 51 segundos e lhe tomou o cinturão. Cyborg ainda sonha com a revanche, e afirma que permanecer no UFC era um sacrifício maior.- Após a luta, pedi a revanche e não tive a oportunidade de ter. Eu tinha duas opções: estar num lugar e não estar feliz, e talvez ter a revanche; ou ir para um lugar e estar feliz, e ver se está na obra de Deus fazer essa luta com Amanda novamente (...). Seria uma luta maneira, quero essa luta, quero essa revanche, mas meu foco agora é a Arlene.

Voltar ao UFC, no entanto, não é uma opção. A esperança de Cris Cyborg é uma espécie de “crossover” entre o Ultimate e o Bellator.

- O Scott Coker já fez esse trabalho com o Japão. Ele não tem problema de enviar seus lutadores para outro evento para fazer uma luta representando o Bellator. Antes de assinar meu contrato já tinha falado sobre isso com ele, que me disse: “Cris, estou em aberto, só entrar em contato comigo e podemos fazer isso acontecer”. Com certeza seria algo bacana. Isso acontece no boxe, com um representando uma organização contra o campeão de uma outra. O MMA precisa evoluir, tem apenas 25 anos. A gente tem que fazer a luta que os fãs querem ver. Tem que ver se o UFC quer fazer, porque aqui no Bellator tem possibilidade.

Reencontro com Cordeiro na Kings MMA

A preparação para a luta desta quinta-feira, que ainda acontecerá em meio à pandemia da Covid-19 e num evento sem público nos EUA, levou Cris Cyborg de volta às origens. Ela reencontrou o antigo mestre Rafael Cordeiro, com quem trabalhou na Chute Boxe, em Curitiba. Ele hoje lidera a Kings MMA na Califórnia, muito perto da casa da lutadora.

- Fiz meus últimos dois camps no sul da África, mas com tudo que aconteceu com a Covid-19 as pessoas tiveram que mudar suas vidas. Para mim teve um lado bom, que comecei a treinar na Kings MMA, que fica a menos de três milhas (cerca de 5km) da minha casa. Conversei com o Rafael Cordeiro para fazer esse camp e o bacana é que eu comecei a minha carreira com ele, temos uma história juntos no começo. É uma super equipe, pode ver que sempre têm atletas lutando, é uma fábrica de campeões.

Adversária campeã no boxe

A rival de Cris Cyborg nesta quinta-feira tem 37 anos e um cartel com 13 vitórias e sete derrotas no MMA. O curioso é que a australiana Arlene Blencowe conciliou a modalidade com o boxe no início. Ela fez sua estreia na nobre arte em 2012 e chegou a ser campeã na Federação Mundial de Boxe, e começou no MMA no ano seguinte. Arlene conciliou as duas modalidades até 2015, quando já estava no Bellator e seguiu apenas no cage.

- Sei que a Arlene já foi campeã mundial de boxe, mas vamos jogar no MMA, onde acredito que tenho muito mais crédito por fazer MMA há muito mais tempo. Ela veio do boxe para o MMA, então acredito que tenha muitas armas para lutar contra ela. Será uma grande luta, gosto do striker também. Quero sentir a luta e como vai funcionar. Todo mundo entra para a luta com um plano, mas temos que ter vários - disse a lutadora, que vem de sua estreia na organização, em janeiro, quando nocauteou a então campeão dos penas Julia Budd.

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