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Justiça determina que motorista acusado de matar seis pessoas em acidente na BR-277 vá a júri popular

Acidente entre três caminhões e cinco carros aconteceu em 2017, na Serra de São Luiz do Purunã, em Balsa Nova; segundo os desembargadores, caminhoneiro assumiu o risco de matar.

17/10/2020 12h15
Por: Redação Fonte: G1 PR
Acidente com seis mortes aconteceu em maio de 2017 — Foto: Divulgação/PRF
Acidente com seis mortes aconteceu em maio de 2017 — Foto: Divulgação/PRF

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) determinou que o motorista Jeferson Borsato, acusado de causar um acidente que matou seis pessoas na BR-277, vá a júri popular.

A decisão foi tomada na quinta-feira (15). Os desembargadores que participaram da sessão decidiram, por unanimidade, que o motorista do caminhão assumiu o risco de matar.

acidente foi registrado no dia 25 de maio de 2017, em um trecho de obras, na Serra de São Luiz do Purunã, em Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba.

 

O caminhão dirigido por Borsato estava carregado de milho e não conseguiu frear. Foram três caminhões e cinco carros envolvidos no acidente. Entre as seis pessoas que morreram, havia uma criança de seis anos e uma adolescente de 13 anos.

O motorista é réu por homicídio com dolo eventual.

A defesa de Jeferson Eduardo Borsato não quis se manifestar.

Processo

Em maio de 2020, o juiz Ernani Mendes Silva Filho, da Vara Criminal do Foro Regional de Campo Largo, também na Região de Curitiba, decidiu que o caminhoneiro cometeu crime culposo, sem intenção de matar.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) e os advogados das famílias das vítimas recorreram da decisão.

Nesta quinta-feira, a decisão do juiz de Campo Largo foi modificada pelos desembargadores. Na sessão, o advogado que representa as famílias sustentou que Jeferson Borsato assumiu os riscos de provocar o acidente.

Segundo os advogados, os laudos assinados pelos peritos do caso comprovam que, pelo histórico do tacógrafo, o motorista tinha o hábito de dirigir acima da velocidade permitida.

Conforme os defensores, o trecho em que o acidente aconteceu estava bem sinalizado.

"Adulterou este caminhão para ter um desgaste menor e, em razão disso, ter um gasto financeiro menor. Portanto, aqui, não estamos diante de uma imprudência. Estamos, sim, diante de uma ação dolosa por parte do autor do fato, de modificar o seu caminhão, o que gerou essa falta de freio", disse o advogado Caio Fortes de Matheus.

A defesa das famílias destacou que a perícia encontrou problemas na manutenção dos freios do caminhão. Quando foi interrogado, Borsato sustentou que fez a revisão 30 dias antes do acidente.

Os desembargadores concordaram com a tese do MP-PR e dos advogados das famílias. Segundo a decisão, as provas apontam que o caminhoneiro assumiu o risco de provocar as mortes.

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