Um vídeo de câmeras de segurança mostra o momento em que um motorista atinge um motociclista em um cruzamento de Londrina, no Norte do Paraná.
O acidente aconteceu na madrugada de quinta-feira (29), na Avenida Juscelino Kubitschek, esquina com a Rua Goiás, e matou Lucas Orozimbo da Silva, de 32 anos.
O impacto e a sequência da colisão
As imagens mostram o carro atingindo a motocicleta e, na sequência, colidindo contra um poste.
Com a força do impacto, a estrutura foi derrubada. O veículo também atingiu a estrutura de um imóvel nas proximidades.
O motociclista foi arremessado a cerca de 30 metros do ponto de impacto.
A vítima
Lucas trabalhava como vigilante e morreu ainda no local, apesar do atendimento das equipes de socorro.
O corpo foi encaminhado à Polícia Científica para os procedimentos legais.
O que o motorista disse
O condutor do carro, um empresário de 37 anos, admitiu em depoimento à Polícia Civil do Paraná (PCPR) que consumiu bebidas alcoólicas antes de dirigir.
Durante o interrogatório, o empresário afirmou que não percebeu a motocicleta entrando no cruzamento.
Ele alegou que o semáforo estava aberto para o carro, enquanto as imagens divulgadas apontam que o sinal estava aberto para o motociclista.
"Eu lembro todo o barulho, toda a situação que aconteceu ali, mas eu não vi ele entrando na minha frente. Eu sei que o sinal estava aberto para mim, mas literalmente eu não vi ele entrando na minha frente", declarou o suspeito.
O motorista estimou que trafegava entre 50 km/h e 60 km/h.
Ele também afirmou que o acionamento do airbag pode ter contribuído para a perda de controle do veículo após a batida.
O consumo de álcool
O empresário, natural de Arapongas, contou à PCPR que esteve em um estabelecimento noturno e consumiu cervejas e duas taças de uma bebida que descreveu como caipirinha de limão, possivelmente preparada com vodca.
Segundo ele, as bebidas foram consumidas entre as 21h e a meia-noite, com possibilidade de o período ter se estendido até 1h.
A recusa ao bafômetro
O suspeito se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Por isso, os policiais elaboraram um termo de constatação de sinais de alteração da capacidade psicomotora.
Conforme o delegado Roberto Fernandes de Lima relatou durante o interrogatório, o documento apontou sonolência, olhos avermelhados, odor de álcool no hálito, dificuldade de equilíbrio, fala alterada e dispersão.
"Ele foi autuado em flagrante por homicídio culposo no trânsito, com o agravante de embriaguez, cuja pena vai de 5 a 8 anos. Não cabe fiança", afirmou Roberto Fernandes.
O reconhecimento da imprudência
Durante o depoimento, o empresário reconheceu ter agido de maneira imprudente.
"Eu usei, até porque foi uma imprudência que acabei cometendo ali, mas não é de hábito meu fazer esse tipo de uso", declarou.
Os danos e a perícia
O acidente provocou danos a dois postes e à estrutura de um imóvel.
A Guarda Municipal isolou a área para permitir o trabalho da perícia e garantir a segurança do trânsito.
A investigação
A PCPR investiga a dinâmica da colisão e as circunstâncias em que o veículo era conduzido.
As imagens de segurança que registraram o acidente devem ajudar na apuração.