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SELEÇÃO BRASILEIRA

Quem aproveitou, quem precisa melhorar: Tite deixa EUA com mais dúvidas e menos soluções

Veja os destaques positivos e negativos da Seleção nos dois amistosos em território americano, que marcaram a pior sequência do treinador no comando da equipe

11/09/2019 17h49
Por: Redação
Fonte: Por Raphael Zarko — Los Angeles, EUA
Kevork Djansezian/Getty Images
Kevork Djansezian/Getty Images

No afã de proteger os atletas e convocados, Tite evita comentar individualmente desempenho dos seus jogadores. No máximo, repete um termo: “vai crescer”. Foi assim durante a Copa América com Philippe Coutinho, com Arthur e tem sido assim nesta fase de renovação, mesmo que um pouco tardia, da seleção brasileira.

As eliminatórias já batem na porta – começam em março do ano que vem – e ainda faltam quatro amistosos para fechar a temporada de 2019, mas Tite sai desta janela de setembro de amistosos sem vitórias – empate por 2 a 2 com a Colômbia e derrota por 1 a 0 para o Peru – com mais dúvidas e menos soluções do que talvez tenha imaginado ao listar seus 23.

 

Em 44 jogos, o aproveitamento ainda é muito alto (81%), mas Tite encontrou nos EUA a pior sequência à frente da seleção – com empate e derrota. Ele só havia passado duas partidas sem vencer na eliminatórias de 2018, mas foram dois empates consecutivos contra Colômbia (1 a 1) e Bolívia (0 a 0), os dois fora de casa.

 

Confira um balanço das duas partidas da Seleção.

 

Tite usou 19 dos 23 convocados. Não jogaram os dois goleiros reservas – Weverton e Ivan –, o zagueiro Samir e o lateral Jorge. Das 12 substituições possíveis, fez oito. Muitas delas no fim das partidas, com poucos minutos para os atletas.

O retrato é insuficiente para análises mais profundas. Mas também serve para as anotações da comissão técnica e para observações de futuras convocações. O treinador avisou que, além do produzido na Seleção, vai contar o futebol de cada um dentro dos clubes.

 

Quem aproveitou

 

Richarlison - Titular nos dois jogos, Richarlison foi o atacante mais perigoso nas duas partidas. Foi quem mais finalizou, com nove tentativas, sem gol. Com 22 anos, parece se consolidar como opção firme para o ataque da seleção brasileira. Tem a vantagem de jogar dos dois lados e também possuir presença de área.

 

Quem não aproveitou

 

Alex Sandro – O lateral-esquerdo da Juventus, de 28 anos, jogou os 180 minutos dos amistosos de setembro. Conseguiu poucas jogadas boas – uma ou outra combinação pela ponta com David Neres na primeira partida, mas bem pouco ofensivamente. Na defesa, não teve muitos problemas, mas pesou o pênalti cometido contra a Colômbia. Contra o Peru, perdeu dividida pouco antes da falta cometida por Fabinho que originou o gol adversário.

Ederson – Taffarel resumiu bem o primeiro jogo contra a Colômbia de Ederson: praticamente não trabalhou e levou dois gols. O goleiro do Manchester City errou o tempo de bola no cruzamento fechado de Yotún, no gol peruano, e por pouco não se complicou na saída de bola no fim da segunda etapa.

 

David Neres – Jogou apenas seis minutos contra a Colômbia e saiu no meio do segundo tempo contra o Peru. Teve bons momentos apenas quando trocou com Richarlison de lado no fim do primeiro tempo contra os peruanos. Mas perdeu boa chance que poderia ter mudado o jogo contra o Peru. É jovem, tem apenas 22 anos, mas tem tido dificuldade de engrenar com a Seleção, como já acontecera na Copa América.

 

 

Quem pode melhorar

 

Eder Militão - Foi pouco exigido e demonstrou segurança durante a maior parte do tempo contra o Peru. Teve personalidade para sair jogando, arriscar lançamentos e rodar a bola a partir da defesa - foi quem mais deu passes pelo Brasil (62 toques certos e um errado). Mas não conseguiu afastar a bola no lance do gol peruano - Abram cabeceou atrás dele, antecipando-se a Ederson.

Arthur – A bola passa muito pelo seu pé no meio de campo, mas ele tem sido pouco efetivo em encontrar espaços no ataque e até arriscado mais. Na primeira partida, com os lados muito marcados pelos colombianos, aconteceu mais de uma vez de ele pegar a bola de frente para a área e não tentar nem a infiltração nem o arremate de fora.

 

Vinicius Júnior – Jogou muito pouco tempo e teve o mérito de dar opções ao ataque e tentar as jogadas com maior variação do que estava tentando a seleção brasileira. O chute torto na boa chance que teve em cruzamento de Bruno Henrique foi reflexo da principal deficiência: a finalização. Vinicius precisa aprimorar os chutes para subir um degrau. Ou dar o próximo passo, como disse em entrevista após a partida.

Allan – Muita disposição e força para o combate ao time adversário, mas menos lucidez e qualidade no passe do que Arthur. Foi quem mais errou passes no jogo – seis. Tímido a maior parte do tempo no ataque, teve boa chance no segundo tempo após belo passe de Richarlison, mas não conseguiu tirar do goleiro.

Fabinho – Foram poucos minutos em campo que podem ser resumidos em duas roubadas de bola e duas faltas - uma delas próxima da área, que resultou no gol peruano. Mas também deu mobilidade e boa movimentação ao time, com rápidas inversões de jogo em passes rasteiros. Precisa ser mais observado como alternativa a Casemiro – constantemente suspenso por cartões amarelos.

 

“Veteranos” com altos e baixos

 

Na turma dos mais velhos de Seleção e de idade, destaque para a regularidade de Casemiro, Thiago Silva e Daniel Alves, que foram muito bem contra a Colômbia e ficaram no banco diante do Peru.

Philippe Coutinho teve alguns bons momentos, mas novamente caiu na segunda etapa. Como atua numa faixa de campo muito grande – muitas vezes entre a linha de meio de campo e a de fundo, mas servindo aos dois lados, embora caia mais para a esquerda – carece de mais intensidade. Tite desperdiçou a chance de utilizar mais Paquetá, que tentou o jogo como pôde nos poucos minutos que teve contra o Peru.

 

Neymar deu mostras do que se espera dele. Passe para gol, um gol, boas jogadas individuais. E pareceu ansioso com tanto tempo sem jogar e com dois placares adversos que encontrou nas partidas.

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