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VIOLÊNCIA

Menina é abusada e mantida em cativeiro na mata por ex-vizinho

A menina, de 13 anos, havia desaparecido no dia 31 de julho com uma mochila e seu animal de estimação

15/10/2019 11h39
Por: Redação
Fonte: Ric Mais
ADOLESCENTE DESAPARECEU EM 31 DE JULHO E FOI MANTIDA EM CATIVEIRO PELO EX-VIZINHO (FOTO: REPRODUÇÃO/ND MAIS)
ADOLESCENTE DESAPARECEU EM 31 DE JULHO E FOI MANTIDA EM CATIVEIRO PELO EX-VIZINHO (FOTO: REPRODUÇÃO/ND MAIS)

Depois de dois meses e 13 dias de desaparecimento, uma adolescente foi resgatada de um cativeiro feito pelo ex-vizinho no último domingo (13), em Florianópolis. A menina, de 13 anos, havia desaparecido no dia 31 de julho com uma mochila e seu animal de estimação.

Adolescente foi mantida em cativeiro por dois meses

Segundo o portal ND Mais, o local onde a adolescente foi encontrada fica a 20 quilômetros de onde foi vista pela última vez. Segundo a adolescente, ela passou os dois meses dentro de uma barraca, em condições precárias, em uma área de mata fechada.

A aproximação dos policiais ao cativeiro fez com que Plácido Cardozo, de 51 anos, fugisse pela mata. A Polícia Civil está divulgando a foto do suspeito (veja abaixo) para que a população ajude a com informações pelos telefones 181 e 190.

No local do cativeiro, considerado insalubre pela polícia, foi encontrado um revólver de calibre .32, com seis munições. A suspeita é que a arma era usada para manter a adolescente calada e evitar sua fuga.

“Quando eu a vi, me emocionei. Fiquei muito feliz, finalmente acabou essa angústia”, disse a tia da menina.

No domingo, a adolescente passou sob os cuidados do Conselho Tutelar. Na segunda-feira (14), ela foi ouvida por uma psicóloga e prestou depoimento, que será anexado ao inquérito.

Mãe auxiliou na aproximação do suspeito com a vítima

A Polícia Civil intimou a mãe da menina por duas vezes para que ela preste esclarecimentos. Já que após ter se mudado do bairro da menina, o homem foi visto na região e conseguiu acesso à menina por meio da mãe. Até agora, a mulher não compareceu à delegacia para prestar depoimento.

Sequestrador cortou e pintou cabelo de adolescente em cativeiro

Segundo familiares, Plácido Cardozo cortou o cabelo da adolescente e pintou. Para a polícia, a mudança foi feita com o intuito de despistar a polícia.

“Ela estava muito diferente, triste, de cabeça baixa. Me abraçava e dizia que me amava e chorava muito”, contou a tia.

O cachorro da menina fugiu pela mata e não foi encontrado.

Menina vivia com a tia antes do sequestro

A menina que gosta de esportes e é descrita como ‘doce e gentil’ pela tia que a criou desde bebê. Em abril deste ano, ela foi colocada de castigo e, depois de uma bronca, preferiu ir viver com a mãe.

Sem o poder da tutela, a tia passou a buscar informações sobre o pedido de guarda e espera iniciar o processo assim que a garota voltar para casa. De acordo com tia, a mãe é presente, mas passa por dificuldades. Sobre o pai, não se tem notícias.

Quando deixou a casa da mãe, na madrugada de 31 de julho, a menina levou uma mochila com alguns pertences e o cachorro de estimação. O celular dela também não foi encontrado.

“Eu tirei o celular dela quando ela vivia aqui. Mas ela conseguiu um novo e, foi por ali que ele [suspeito] se aproximou. Eu estou arrasada”, contou.

Suspeito havia abusado sexualmente de vítima em 2018

De acordo com a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), Plácido Cardozo era investigado por estupro de vulnerável. Em 2018, quando era vizinho da adolescente, ele teria abusado dela.

A família registrou Boletim de Ocorrência na época e ele se mudou do bairro onde a adolescente morava. Um mandado de prisão contra o homem, pelo estupro, havia sido expedido em junho deste ano –um mês antes de sequestrar a ex-vizinha.

“Como a filha dele e ela estudavam juntas e [a família] era vizinha, a minha sobrinha sempre ia lá brincar com a filha dele”, completou a tia.

 

O Conselho Tutelar foi comunicado do fato pela família e um exame foi solicitado ao Instituto Geral de Perícia na época. A violência sexual, não entanto, não foi confirmada. Porém, mesmo que não tenha ocorrido conjunção carnal, o fato de praticar ato libidinoso com menor de 14 anos pode caracterizar estupro de vulnerável.

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