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Manifestações marcaram as mudanças nos últimos 40 anos no Brasil

Das “Diretas Já” até a greve dos caminhoneiros, brasileiros foram às ruas em diversas manifestações por melhorias

15/01/2020 10h08
Por: Redação

O ano de 2019 foi marcado por uma série de manifestações pelo mundo. Seja na França, com os coletes amarelos, na Cataluña, Hong Kong, Reino Unido, Líbano ou Iraque, as ruas estiveram tomadas por pessoas com as mais diferentes reivindicações. Em nossas vizinhanças a situação não foi diferente. Chile, Bolívia, Equador, Peru, Paraguai, Argentina e Venezuela viveram um período agitado e repleto de protestos intensificados.

Dada a convulsão social na América Latina, o governo brasileiro chegou a temer que manifestações também se espalhassem pelo Brasil. Por aqui, porém, o momento de maior tensão durante o ano passado foi no dia 15 de maio, quando estudantes protestaram contra cortes no Ministério da Educação. 

A história do Brasil conta com diversos levantes que representaram mudanças na construção do país. Recentemente, o que causou mais impacto foi a Greve dos Caminhoneiros, em 2018. Embora a classe tenha tentado se organizar para mais uma paralisação em dezembro de 2019, não houve um consenso e, até o momento, é aquela de quase dois anos atrás que, de fato, mostrou a força dos caminhoneiros.

Ao todo foram dez dias de caos e cenas de pessoas na luta por combustíveis dignas de Mad Max. Do dia 21 a 30 de maio, a categoria demonstrou sua insatisfação com a alta dos preços do óleo diesel e reclamou, principalmente, dos impostos que incidem sobre o combustível, além de pedir a fixação de uma tabela mínima para os valores de frete. Em um país ainda carente em infraestrutura e refém do transporte rodoviário, o movimento causou filas enormes em postos de gasolinas e paralisou serviços como fornecimento e distribuição de alimentos e insumos médicos.

Neste contexto, relembramos algumas dessas manifestações que ficaram marcadas na história do Brasil durante o presente século e o final do século XX:

Impeachment de Dilma

O processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff durou de 2 de dezembro de 2015 a 31 de agosto de 2016. Acusada de crime de responsabilidade por cometer pedaladas fiscais, Rousseff acabou tendo seu mandado cassado e precisou ceder sua cadeira ao vice-presidente Michel Temer. Neste período, porém, as ruas demonstraram a divisão em que se encontrava o país entre aqueles que pediam o fim da era do Partido dos Trabalhadores (PT) no poder e aqueles que acusavam a oposição de cometer um golpe.

Toda essa agitação veio na esteira de outro movimento, ainda mais complexo, e que desencadeou em diversos protestos e na criação de grupos que pediam mudanças no Brasil, que foram as Jornadas de Junho de 2013.

Jornadas de Junho de 2013

As manifestações do mês de junho de 2013 começaram em São Paulo por conta do aumento em 0,20 centavos no preço das passagens do transporte público. Conforme os protestos foram ganhando aderência, estudantes e movimentos sociais se juntaram nas ruas pela diminuição da passagem e, neste momento, também contra a repressão policial.

Mais e mais pessoas foram se interessando pelo ato de sair à rua e as passeatas começaram a ficar cada vez maiores, com pautas diversas, e com o lema “Não é pelos 20 centavos”. De São Paulo, as manifestações se espalharam para todo o Brasil e, mesmo com redução de tarifa nos transportes de algumas capitais, o povo seguiu reivindicando punição aos crimes de corrupção e melhores condições em áreas como saúde, educação e segurança. Esse movimento é considerado por muitos, como o principal motivador do sentimento de insatisfação e dos protestos que aconteceram nos anos seguintes contra a corrupção e o PT.

Impeachment de Collor

Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente eleito de forma direta após a ditadura militar (1964-1985). Em 1992, Collor se viu em meio a acusações de crimes de corrupção. Tudo começou com a revelação feita à imprensa por Pedro Collor, seu irmão, de que Paulo Cesar Farias, o PC, tesoureiro da campanha de Fernando Collor, era testa de ferro do presidente e transferia recursos financeiros para o presidente da República.

Com baixa popularidade, cenário econômico desfavorável e surgimento de novas provas de seu envolvimento em escândalos de corrupção, manifestações foram realizadas pelo pedido de impeachment, resultando no movimento estudantil conhecido como “caras-pintadas”, e na concretização da cassação do mandato no fim de 1992.

Diretas Já

Enquanto a ditadura militar sofria cada vez mais pressão pela abertura de regime, a sociedade passou a se organizar em comícios, que exigiam o direito por eleições diretas, entre janeiro e abril de 1984. Dois grandes atos foram representativos. Eles aconteceram na Candelária, no Rio de Janeiro, em 10 de abril, com cerca de um milhão de pessoas, e no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, em 16 de abril, com cerca de 1,5 milhão de manifestantes.

Apesar de todo o esforço, a proposta de Emenda Constitucional para reinstalar as eleições diretas não foi aprovada no Congresso, que acabou elegendo Tancredo Neves, em 15/01/1985, de forma indireta. Para frustração total da nação que depositava no político mineiro suas esperanças, Tancredo não assumiu por causa de problemas de saúde que o levaram à morte. Em seu lugar, tomou posso o vice presidente, José Sarney.

 

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