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Banda Halls – Um sonho platinense

Um grupo de jovens sonhadores, num quartinho disponível no fundo da casa, alguns instrumentos improvisados e uma puta vontade de acertar

22/05/2020 12h37 Atualizada há 4 dias
Por: Redação Fonte: João Neto
Seo Adir, o ‘motora’, na porta do ‘busão’ da Banda Halls, na entrada do Parque São Jorge, em São Paulo (Carnaval 2002) – Arquivo
Seo Adir, o ‘motora’, na porta do ‘busão’ da Banda Halls, na entrada do Parque São Jorge, em São Paulo (Carnaval 2002) – Arquivo

Sim, a maior banda de pop/rock platinense surgiu como todas as bandas: um grupo de jovens sonhadores, num quartinho disponível no fundo da casa, alguns instrumentos improvisados e uma puta vontade de acertar.

E assim, em meados dos anos 90, Luiz Guilherme, Gustavo, Roger William, Hércio (Gordinho) e Klinger criaram a Banda Eros, no melhor estilo “caseiro” e iniciaram trajetória animando festas e bailinhos inconsequentes.

A banda começou a criar corpo quando passou a fazer parte do grupo um músico de verdade: Cristiano Coelho (Vilhena).

Compraram novos instrumentos, arrumaram um barracão desocupado para ensaios e, por decisão democrática, entenderam que o nome da banda deveria ser mudado... Por força dos ventos, enquanto cada um dava uma sugestão de novo nome, um vento repentino arrastou uma embalagem do drops Halls bem no meio da reunião... Pronto! Estava batizada a “Banda Halls”, um nome impactante, temos que admitir.

Dado ao crescimento do grupo e a necessidade de profissionalização o Sr. Adir Bannwart, pai do Gustavo e do Luiz Guilherme, assumiu a gestão empresarial da banda, após isso, as portas dos grandes clubes sociais se abriram: Clube Platinense, Upe Clube de Campo, AABB, Associação da Princesa do Norte, Associação Banestado, etc.

E onde você entra na história, João? Diriam vocês.

Justamente no momento em que a banda adquiriu seu próprio ônibus para shows, decidiram também pela construção do próprio palco, com estrutura de iluminação e suporte de canhões de luz e amplificadores... Levaram o esboço do projeto metálico e eu acabei por construir toda a estrutura física dos shows... O melhor pra mim, de verdade, era a parte financeira... O Sr. Adir era correto e pontual, se combinássemos prazos e valores não precisava nem de assinatura. No vencimento a minha parte era sagrada, confesso que eu me alegrava quando ele aparecia na oficina para orçamentos. Naquele homem tive o privilégio de conhecer uma das pessoas mais retas e honestas de Santo Antônio da Platina: Adir Bannwart.

Bem, nesse período iniciou-se também o processo de regionalização da banda. O grupo se profissionalizou de tal forma que os integrantes iniciais da banda, aos poucos, deram lugar a músicos de outras bandas famosas que, sabendo da seriedade do gestor Adir Banwart, o procuravam pra fazer parte.

Coincidentemente o motorista da Banda Halls também se chamava Adir, um colaborador que, efetivamente, "vestia a camisa" do grupo.

E a Banda Halls atravessou fronteiras, dividiu eventos com outras grandes bandas e chegou a fazer vários shows no mesmo dia. Pra se ter uma ideia, na Efapi, a presença da Banda Halls era sagrada.

O ápice da Banda Halls foi em 2002, um ano mágico para eles, quando foram contratados para tocar o carnaval no Corinthians, no Parque São Jorge, três noites de êxtase total... Imagine uma família de corintianos se apresentando no coração do ‘Bando de Loucos’, o Parque São Jorge?

Acontece que, após a entrada de novos estilos musicais (axé, sertanejo universitário e pagode), aliado ao declínio dos clubes sociais, as bandas de pop/rock foram perdendo espaço e, por fim desapareceram... Não foi diferente com a nossa Banda Halls, os primeiros integrantes do grupo seguiram outros caminhos profissionais: arquitetura, jornalismo, empresariado e comunicação.

Tudo isso quem me contou foi o Luiz Guilherme, disse ainda que não ganharam dinheiro com a banda, mas foram felizes, muito felizes!

Eu, observador que sou, senti em seu olhar que o sonho não poderia ter acabado!

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João Neto
Sobre o João Neto
• Contador de Histórias • Autor do livro: "Ainda Bem que Você Veio e Outras Histórias de Luz" • Técnico de Segurança do Trabalho
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