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A melhor empresa para se trabalhar

Não dá pra escrever minha história sem dedicar, pelo menos, metade das páginas à Companhia Paranaense de Energia – COPEL

03/06/2020 20h14 Atualizada há 4 meses
Por: Redação Fonte: João Neto
João Neto
João Neto

Não dá pra escrever minha história sem dedicar, pelo menos, metade das páginas à Companhia Paranaense de Energia – COPEL.

Na Copel vivenciei os 15 anos mais fantásticos da minha caminhada. Quinze anos de grandes realizações, amizades, respeito, segurança, dedicação, aventuras e solidariedade.

Fiz grandes amizades na Copel, tanto com companheiros de trabalho, e conhecidos, como consumidores que, por empatia e bom atendimento me tratavam como “rei”. Sempre fiz questão de encantar “meus” clientes, ainda que o serviço fosse suspensão de fornecimento, a receita era uma palavrinha mágica: "respeito".

Eu não poderia agir diferente, já que me sentia a própria imagem da empresa. Trocamos infindáveis conversas, tomei cafezinho em muitos rincões neste meu Paraná. Ganhei até um “parabéns pra você” debaixo de uma frondosa castanheira, sim, naquele 23 de abril o consumidor ouviu um locutor falar no rádio que eu fazia aniversário.

Momento sublime era quando, após trabalhar noite adentro, mesmo com temporais, no retorno pra casa a gente avistava as luzes da cidade acesas. Verdadeira sensação de dever cumprido. 

Na Copel conheci o voluntariado: eu e meus amigos de trabalho criamos o “Doce do Dia das Crianças”, campanha em que cada um dava um pouquinho daquilo que ganhou o ano inteiro para levar um pacote com doces para cada criança matriculada nas creches municipais, em 2019 contemplamos mais de mil crianças. Também fizemos outras campanhas sociais: agasalho, fraldas para o asilo, cestas básicas, etc.

A partir daí fiquei conhecido em toda a Copel. Em 2014, foi criado o programa “Atreva-se a Mudar Seu Mundo”, uma verdadeira apologia ao voluntariado. Eu tive a honra de “estrelar” o primeiro episódio da série, onde conto um pouco da minha vida e do “Doce dos Dias das Crianças”.

Falando em crianças, executando serviços comerciais, conheci um menino de honestidade assustadora. Escrevi sobre o caso, eu queria ajudar a família. Sua mãe me confidenciou que usou o dinheiro da compra do mês pra pagar a luz. Eu tinha certeza que meus amigos copelianos, parentes e facefriends me ajudariam a arrecadar uma compra considerável de mantimentos. O caso explodiu no Brasil e no exterior, fomos parar no “Caldeirão do Huck” onde a família ganhou dinheiro suficiente para sair da miséria absoluta.

Esta história me inspirou a escrever meu livro: “Ainda Bem Que Você Veio e Outras Histórias de Luz”, que será lançado assim que terminar o isolamento social. Nele incluí 60 contos e crônicas, a maioria deles vivenciados no meu cotidiano na Copel. Aliás, pela literatura me desliguei da Copel. Não fosse esta mudança de rumo ainda estaria na empresa, penso que metade da minha alma permanece lá, evidência de tempos felizes - vividos com intensidade!

Quanto a meu desligamento, optei em sair da Copel pela mesma porta por onde entrei, nada a reclamar, valores a pleitear ou discutir - só agradecer!

Ah, sabiam que também virei fotógrafo na Copel? Sim! Meu celular, nesses anos todos, captou mais de cinco mil registros fotográficos, tomei gosto pela fotografia através da lente do meu velho e bom J4, nele guardei fantásticas imagens, por onde andei vi cenas inesquecíveis, desde uma borboleta pousando numa flor, até um gato do mato dependurado na rede elétrica, puro ato de vandalismo e desumanidade.

Outro grande orgulho que a Copel me proporcionou foram os meus números como trabalhador em ambiente de risco, entendi prontamente que a primeira palavra da empresa sempre foi SEGURANÇA:

- Palestra para mais de 500 crianças, sobre segurança com energia;

- Mais de 250 mil quilômetros rodados sem acidentes;

- 133 mil ordens de serviços cumpridas, tanto serviços comerciais como emergenciais (margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, segundo estudos matemáticos);

- Nenhum acidente de qualquer natureza;

- Nenhum atestado médico (a boa saúde foi presente de Deus). Logicamente tive meus mal-estares, mas nada que me fizesse ausentar do trabalho;

- Mais de 50 inspeções de segurança sem nenhuma anotação de falha pessoal. (Evidente que não, afinal, os padrões de segurança estavam no tablet, e eu tinha mania de ler e reler o GSST);

- Fui membro da CIPA por sete anos, e Membro da CISA por outros tantos, espero ter contribuído, sinceramente.

Agradeço aos companheiros eletricistas, sem exceção, os mais antigos que me guiaram e os novatos aos quais pude contribuir, enfim, todos com quem tive contato direto, do gerente Edison Bandeira à nossa eterna amiga, anjo da guarda e zeladora Sueli Borba. Sem eles meus números poderiam não ser tão grandiosos. E como diria o poeta argentino: “para siempre em mi corazón!”.

Afirmo que, às vezes, sonho com meu trabalho na Copel. Até evito ir à agência onde trabalhei, medo de recaídas – só pode!

É verdade, também fiz amizades sinceras com criaturas de quatro patas, com elas encerro minha matéria:

Eram os cães que nos recebiam, tanto nas residências urbanas quanto nas rurais. Nas propriedades rurais, por segurança, eu não descia da camionete enquanto o animal não acalmasse ou se lembrasse de mim, alguns deles, mais oferecidos, já vinham pulando de alegria e sujando nosso antichama. Aí a gente fazia o serviço e o consumidor, invariavelmente, nos oferecia café, mexericas ou laranjas. O difícil era a despedida, os cães nos olhavam de tal forma que nem dava vontade de ir embora!

Portanto, meus caros, se algum dia eu passar por um carro da Copel, cumprimentar, buzinar e acenar estabanado, por favor, não reparem, é que um dia eu também fui anjo feito vocês!

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