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Policial INVESTIGAÇÃO

Em depoimento, ourives de São Paulo nega dívida de empresário preso e diz que não o conhece

O interrogatório foi realizado na tarde desta quarta-feira (24) por policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)

25/06/2020 12h28
Por: Redação Fonte: Banda B
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O ourives de São Paulo apontado pela testemunha como a origem da dívida das pedras preciosas, que motivou o crime contra o advogado Igor Kalluf e Henrique Mendes Neto, foi ouvido na tarde desta quarta-feira (24) por policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Paulo Lira afirmou que não conhece o empresário Bruno Ramos Caetano e que quem teria uma dívida com ele seria a testemunha, o ourives de Curitiba.

A vinda desse homem para a capital paranaense foi solicitada pela defesa de Bruno. Depois dele, ainda foi ouvida outra pessoa, também do ramo de compra e venda de pedras preciosas.

A versão da polícia aponta que Bruno estava sendo cobrado por uma dívida de R$ 480 mil em pedras preciosas. O cobrador, um ourives (testemunha-chave no caso), teria contratado o advogado Igor para que a cobrança fosse mais contundente, visto que Bruno estaria devendo o valor mencionado desde o ano passado.

“Pedro Paulo Lira não reconheceu a dívida, não existe esse débito, e ele nunca conheceu o Bruno. Então cai por terra todo o depoimento forjado do ourives [de Curitiba] que criou toda esta situação”, disse o advogado de defesa de Bruno, Claudio Dalledone Júnior.

Em entrevista à Banda B, Dalledone afirmou ainda que a cobrança feita por Igor a seu cliente foi criminosa. “A dívida não é reconhecida, portanto essa cobrança era criminosa. Deu pra ver bem nesses depoimentos que esse Igor se atravessava em dívidas quebrando a cadeia de devedor e credor. Bruno não tinha dívida nenhuma e foi até lá para ver do que se tratava e porque estava sendo brutalmente ameaçado”, continuou o advogado.

Para a defesa de Bruno, o crime foi resultado da forma violenta com que Igor se dirigiu aos homens que acompanhavam o empresário.

Defesa dos atiradores

Já a defesa dos irmãos Bueno, Ilson e André, conta que os depoimentos da tarde desta quarta-feira deixaram claro que Bruno foi acompanhado até o encontro no posto de combustíveis porque se sentiu ameaçado por Igor. O advogado Danilo Rodrigues Alves também diz que os irmãos não foram contratados pelo empresário preso.

“Não houve contratação. Eles fizeram o acompanhamento, mas não houve promessa de pagamento ou outra vantagem para se fazer acompanhado ou para matar aquelas pessoas”, explicou Alves que defendeu ser o “estopim” para o trágico final a discussão entre Ilson e Igor.

Novos depoimentos ainda devem ser ouvidos pela DHPP. O inquérito policial sobre o caso já foi concluído e indiciou Bruno e os irmãos que atiraram nas duas vítimas fatais por duplo homicídio qualificado por quatro circunstâncias. Porém, ainda serão anexados depoimentos, perícias em celulares e exames complementares periciais.

Caso

Dois homens em um posto de combustíveis, limite entre Batel e Centro de Curitiba, foram mortos a tiros por dois suspeitos armados. O caso aconteceu no final da tarde do dia 11 de junho. Câmeras de segurança no local registraram toda a ação dos atiradores. Nas imagens, é possível ver um dos suspeitos tirando uma arma da cintura e apontando contra um grupo de quatro pessoas sentadas ao redor de uma mesa do estabelecimento, entre elas o advogado Igor Martinho Kaluff.

 
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